Antidrogas: 4 frentes de combate
O problema das drogas não escapa a nenhuma nação do mundo e gera violência e corrupção. Esta é a conclusão do Relatório Mundial sobre Drogas de 2009, lançado pelo UNODC – Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes.
De acordo com o órgão, enquanto a demanda por drogas persistir, os países fracos serão o alvo dos traficantes. Para se ter uma ideia, o mercado de cocaína, que movimenta U$50 bilhões por ano, é o principal responsável pelo aumento da violência em países da América Central e do Oeste da África.
Uma das preocupações das Nações Unidas em relação ao assunto é o fato de que o controle sobre o tráfico de drogas tem gerado um mercado ilícito com proporções macroeconômicas consideráveis que também fazem uso de violência e corrupção. Por outro lado, o relatório é contra a legalização das drogas, tratada como o que seria um “erro histórico”, já que o consumo representa riscos à saúde humana e poderia se transformar em uma epidemia. O documento também é claro ao dizer que os governos e a sociedade não devem fazer uma escolha entre a saúde pública e a segurança pública, pois os dois aspectos são fundamentais. A saída estaria em ter medidas mais fortes em relação à criminalidade e destinar mais recursos para a prevenção e o tratamento ao uso de drogas – que comprovadamente funciona. São propostas quatro frentes de atuação para o problema das drogas: - o uso de drogas deveria ser considerado uma doença, não como um crime, já que os usuários necessitam de ajuda médica e a medida ajudaria a reduzir consideravelmente a demanda; - é preciso por um fim à falta de controle nas cidades. Ações públicas que melhores a habitação, os empregos, a educação, os serviços públicos e o lazer podem tornar as comunidades menos vulneráveis às drogas e ao crime; - os governos deveriam fazer acordos internacionais contra o crime organizado e a corrupção e usar os instrumentos que já existem nesse sentido; - aumentar a eficiência de aplicação da lei e focar no pequeno número de casos em que há grande volume de drogas envolvido, ou crimes violentos. |